segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Fragmento

Nem mesmo o calor insuportável da noite passada
Foi capaz de aquecer o gélido quarto usado
Para me aproximar de você todas as noites.
Por isso continuo soterrado no passado,
Que insiste tocar minha cama ao nascer da escuridão.

E assim, a incessante rotina noturna abaixo de zero,
Petrifica o Amor que lhe entreguei em meu coração

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Abismo

Já não sei se é certo o caminho que devo tomar,
Em meu rosto lágrimas não cessam em derramar.
Sinto o descontrole esvaindo meu bem-estar;
A confusão é tanta, que a razão meus gritos não consegue calar.

Por dentro surge um abismo que não consigo controlar.
Apenas me pergunto quando tudo isso vai acabar,
Quando minha cabeça vai parar de girar
E quando meus sonhos deixarão de escapar...

Encontro...

Nas letras nos conhecemos
Na poesia nos amamos
Vamos agora nos juntar
Mesclar nossas emoções
No papel rabiscado e amassado
Contemplamos o mesmo mundo
Interligados por um desejo profundo
A vida através da escrita.
Um poeta descarado e uma apaixonada poetisa
Uniremos através da palavra e do corpo
O teu suor com minha saliva
As minhas mãos com tua pele macia
Os teus beijos com meus devaneios
Tudo escrito em vermelho nos teus seios

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Ânsia de morte

Sinto minha alma desvanecer,
Agora claramente posso enxergar
O quanto sua falta pôde me abalar.

Sempre que vou deitar,
Sua voz insiste em me atormentar
E não me deixa esquecer...

De tudo o que eu podia ser,
Mas sua ausência me fez desistir
Do que antes me fazia sorrir;

E de tudo o que eu podia ter,
Todo o sentimento deixou de existir
Quando percebi que não estava mais aqui...

Você, você,
Sinto minha pele estremecer
E sei que é você, só você...

Me faz querer morrer!
Eu nunca me senti assim...
Não mais anseio por viver;
E toda a dor que havia em mim
Fez desaparecer...

Toda vez que eu olho pra você...
Me faz.
Querer.
Morrer.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

AS BORBOLETAS TAMBÉM SE AMAM



Depois de provarem o néctar de cada flor
Essas belíssimas criaturas brincam
Salivando por um novo sabor

No cio elas flutuam como nuvens
Entrelaçadas com cores encarnadas
Tocam-se meticulosamente em suas penugens

Macias como a seda, encobertas de pólen
O Sol a pino, excitado foca o seu olhar
E com raios ultravioleta as envolvem

Desprovidas de pudor, movidas por paixão
Pousadas em uma grande flor trocam beijos com fervor
Vivem seus sentimentos que vão da pele ao coração....

Consequências

Palavras podem descrever facilmente
O descontrole que sinto ao teu rosto recordar;
Só em fixar sua imagem em minha mente,
Penso em como poderia ser diferente, sem cessar.

Pode a palavra amor nos trazer e tirar a glória,
Fazendo desaparecer o mais puro sentimento que existe?
Quero apagar algumas lembranças da memória,
Mas meu coração simplesmente não permite.

Quando amar significa sofrimento, o medo é abrangente;
A confusão me dominava num momento inconsequente.  
Por confiar em meu instinto, novamente entreguei meu coração:

E como consequência dessa incompreendida ilusão,
Fruto de uma velha e reconhecida sensação...
Hoje me ponho a escrever, de mãos atadas à solidão.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Quando olhar

O olhar atravessa suas expectativas
E espalha pelas ruas as visões de como é
De cada momento que teve
De cada ambição que quer
Não há nada mais difícil do que ver
E sentir que continua sem saber
Sem ter como cumprir as promessas fúteis
Os pensamentos de querer seguir o ritmo da vida
Como não deveria ser