quinta-feira, 21 de julho de 2011

Um novo dia para morrer

O sistema desse mundo está ficando cego,
As portas ao meu redor estão se fechando,
Eu vou tentar a todo custo destruir meu ego,
E o sentido da vida continuarei procurando.

Acho que devo encontrar uma outra saída,
Tem tanta coisa para descobrir ainda,
O desconhecido desejo conhecer
E escolher um outro dia para morrer.

Quero e não quero acordar,
Alguma parte disso quero tocar,
Eu quero afastar de mim todo o medo,
E pretendo guardar esse segredo;

Por cada pecado vou ter que pagar,
Uma hora para trabalhar, outra para brincar,
Outra saída para todos nós deve haver
E escolher um outro dia para morrer.

Eu devo evitar o clichê,
Meus sentidos vou bloquear,
Eu vou retardar meu prazer
E aos quatro cantos do mundo gritar;

Tenho controle sobre minha mente
E ela diz que não vivi o suficiente;
O desconhecido ainda quero viver,
Escolhendo um novo dia para morrer.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Lágrimas

E mais uma vez o que realça a cor dos meus belos olhos verdes, como o vasto campo que repousa agora meu corpo constantemente perfurado pelos espinhos do Amor, são as lágrimas que rolam pela minha face já desfigurada de tanto chorar... ao me lembrar de você.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Solidão

Sinto que falta um pedaço de mim
Sinto que sou o que não deveria ser
Sinto o meu semblante entristecer
Sinto a solidão me aproximando do fim

Sinto saudades de quem não deveria sentir,
Sinto a angustia crescer em meu peito
Sinto as lembranças voltando a iludir,
Sinto medo de me sentir desse jeito.

Sinto falta de ser ouvida,
Sinto falta de ser abraçada,
Sinto falta de curtir a vida,
Sinto falta de ser amada.

Sinto falta daquela alegria,
Sinto falta do amor primeiro,
Sinto falta do seu cheiro,
Sinto falta da tua companhia.

Sinto que tudo é culpa minha,
Sinto que nada dará certo,
Sinto que não te terei mais por perto...
Sinto que permanecerei sozinha.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Memórias

Porque não me ama alem da imaginação?
Porque não sente o coração bater acelerado?
Porque insiste em aumentar a dor, e afastar essa maravilhosa sensação?
Porque não me permite ser de uma vez o príncipe encantado?

Tem medo de sofrer minha linda flor?
Tem medo da felicidade enfim chegar?
Tem medo de se queimar com o fogo do Amor?
Tem medo de novamente se apaixonar?

Do que adiantará fugir?
Do que adiantará resistir?
Do que adiantará trancar a sete chaves o coração?
Do que adiantará do Amor tentar se esconder?

Não cometa o meu erro, não distancie o Amor.
Não transforme em rancor o que hoje irradia alegria.
Não pare a musica na vitrola velha, sinta a nostalgia.
Não esqueça desse sonho eu imploro, não me esqueça minha menina.

Não mais Amor

O silencio rompido pelas lagrimas ao tocarem o chão,
Demonstram que não posso viver sem o carinho seu.
Ao confrontar a verdade e sentir que tudo isso é ilusão,
Me distancio da felicidade pois não existe mais você e eu.

sábado, 18 de junho de 2011

Brincadeiras

Brinque comigo de amar,

Seja musa de um verso meu, uma canção.

Brinque comigo de mãos dadas num domingo a caminhar,

De vida ao nobre sentimento que surge do coração.


Brinque comigo, diga que sou seu namorado,

Assim poderemos em outro dia navegar.

Brinque comigo e diga que sou seu amado,

E sinta a calmaria nesse perigoso mar.


Brinque comigo de pique-esconde em busca da felicidade,

Onde juntos poderemos encontrar.

Brinque comigo e afaste de vez a saudade.

Vou alem do horizonte, tocar as estrelas do céu se precisar.


Meu amor apenas... brinque comigo.

sábado, 4 de junho de 2011

Sofrimento no caminho

Sofrimento no caminho

Quando voltava pra casa, sozinho de madrugada

Caminhava pensando se você estaria sonhando comigo

Sentia o frio no peito, estava amando um castigo

Sofria acordado enquanto você dormia

Dominada por seus sonhos sem horizontes

Vivendo em mundo paralelo, cheio de fantasia

Encontrei no caminho um casal, curtindo o calor do desejo

Enquanto eu ansiava os seus beijos

Para esquentar os meus lábios gelados, um pouco alcoolizados

A minha face úmida pela garoa, meus olhos lacrimosos

O meu sofrimento morava em algum lugar

Talvez no meu peito ou na noite sem luar

Ainda assim devaneio um futuro, como aquele passado

No qual beijava alguém que mudou o meu pensar o meu viver

Aos poucos, o caminho e a sua lembrança foram morrendo em meus passos

O agora é chato, um escárnio para o meu ser

Uma distorção da madrugada embriagada

O meu presente é dormente e sigo este caminho sem você...

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Alan de Jesus Dias